A tecnologia pode ser uma grande ferramenta facilitadora na prática pedagógica. Eu tenho um projeto em mente que se apoia na seguinte visão. Imagine a utilização de um tablet (hoje fabricado na china por menos de U$ 40 e que pesa pouco mais que 500 g) com uma proposta educacional para abordar, por exemplo, um tema de geometria espacial. O aluno poderá ler o texto referente ao conteúdo, interagir com as animações dos sólidos geométricos em rotação, visualizar animações que planificam esses sólidos, ouvir uma entrevista com um cientista, experimentar situações em um simulador, jogar um game educativo, postar um relatório num AVA ou numa rede social, tudo dentro do tema trabalhado. Os conteúdos estariam em nuvens (ou não), mas organizados no tablet como uma solução desenvolvida por profissionais capacitados. Os acessos seriam controlados pelos professores. Este tipo de abordagem reinventa o livro didático. Mas que vantagens tem o tablet em relação a sala de informática e projetos UCAs? Por ser barato (visto ainda que não teria custos com o livro didático em papel e que o conteúdo de todas as disciplinas de todas as séries estariam disponíveis nos e pelos tablets, além de que seria mais ecologicamente correto) , por ter mobilidade, por ser muito mais intuitivo (facilitaria a utilização por alunos e professores) e esse é o ponto chave. O professor se adaptaria ao dispositivo de forma mais natural e rápida. Bom, tudo isso é questão de tempo. Vamos torcer para que a coisa seja feita com competência, responsabilidade e pensando na prática do professor em sala de aula. Eu torço por isso!
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